Esse blog foi criado em 2007 com o nome de Clube de Clio. Agora ele ganhou um novo título e outro endereço para marcar melhor meus pertencimentos e interesses de ensino, pesquisa e escrita. Os esquemas explicativos, resumos e resenhas de livros utilizados nas aulas são o foco da produção, mas também vai encontrar resenhas, artigos de opinião, críticas de filmes, orientações metodológicas e ensaios. É um prazer ter você aqui e sinta-se à vontade.
terça-feira, 13 de outubro de 2020
domingo, 24 de novembro de 2019
O Regime Militar
O Regime Militar
9º Ano
Professora Doutora Andreia Mendes
ATO INSTITUCIONAL Nº1 E A REPRESSÃO
AI-1: decreto de 9 de abril de 1964.
Manutenção da Constituição de 1946 com várias modificações.
Funcionamento do Congresso.
Deslocamento do poder para outras esferas.
Violação dos princípios básicos democráticos.
Regime não assumiu sua feição autoritária.
Suspensão temporária dos direitos civis.
Cassação de mandatos em todos os níveis e suspensão das
imunidades parlamentares.
Instalação de Inquéritos Policial-Militares (IPMs).
Perseguição aos opositores do regime: prisões e torturas.
Possibilidade de uso do habeas corpus.
Relativa liberdade de imprensa.
Invasão e incêndio da
sede da UNE: dissolução e atuação na clandestinidade.
Invasão da UNB.
Repressão violenta ao movimento das Ligas Camponesas: intervenção em sindicatos, federações de trabalhadores e prisão de dirigentes sindicais.
Expurgo de 49 juízes e cassação do mandato de 50
parlamentares.
Afastamento de aproximadamente 1400 pessoas da burocracia
civil e 1200 as Forças Armadas.
Criação do Serviço Nacional de Informações (SNI), idealizado
por Golberi do Couto e Silva.
O GOVERNO CASTELO BRANCO
¡ Estabelecimento
de eleições indiretas para presidente da República.
¡ Eleição
do Gal. Humberto de Alencar Castelo Branco em 15 de abril de 1964.
¡ Ministério
composto por grupo ligado a ESG.
¡ Objetivo
do grupo castelista: instituir uma democracia
restringida.
¡ Visava
modernizar o sistema econômico capitalista.
¡ Conter
a expansão comunista e controlar o proletariado urbano e o campesinato.
¡ Promover
uma reforma do aparelho do Estado.
¡ Lançamento
do PAEG.
O PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO
¡ Primeiras
medidas: redução do déficit do setor público, abertura de crédito privado,
compressão dos salários.
¡ Regulação
dos gastos dos Estados.
¡ Corte
dos subsídios nos produtos básicos, como trigo e petróleo.
¡ Aumento
da arrecadação de impostos e introdução de correção monetária.
¡ Medidas
para impedir as greves e facilitar a rotação de mão-de-obra.
¡ Fim
da estabilidade no emprego após dez anos e criação do FGTS.
¡ Aprovação
do Estatuto da Terra para a promoção de uma política agrícola: ausência de
qualquer avanço na questão agrária.
¡ Campanha
para a exportação de produtos agrícolas e bens manufaturados.
¡ Resultados:
redução do déficit público, controle da inflação e crescimento do PIB.
¡ Conclusão:
“Foi o regime autoritário que permitiu a Campos e Bulhões tomar medidas que
resultaram em sacrifícios forçados, especialmente para a classe trabalhadora,
sem que esta tivesse condições de resistir”.(FAUSTO, p. 473).
¡ Controle
da dívida externa através da ajuda do FMI
e da Aliança para o Progresso do Presidente Kennedy.
OS ATOS INSTITUCIONAIS 2, 3 E 4
¡ Vitória
da oposição nas eleições estaduais de 1965: Guanabara, Minas Gerais, Santa
Catarina e Mato Grosso.
¡ A
linha-dura optou pela implantação de um regime autoritário de controle dos
sistemas de decisões.
¡ Decreto
do AI-2 em 17 de outubro de 1965: eleições para presidente e vice-presidente
realizada pela maioria absoluta do congresso e de forma nominal.
Estabelecimento do voto indireto para governo dos Estados pelas assembleias
estaduais (AI-3)
¡ Reforço
nos poderes do presidente: para atos complementares ao ato e decretos-leis em
matéria de segurança nacional.
¡ Extinção
dos partidos políticos existentes.
¡ Organização
de apenas dois partidos: Arena e MDB.
¡ Aprovação
de uma nova Constituição (AI-4).
¡ O
regime implantado em 64 não foi uma ditadura pessoal: o Alto Comando das Forças
Armadas realizava a escolha do general para governar o país. O Congresso
sacramentava a ordem vinda de cima.
O GOVERNO COSTA E SILVA
¡ Eleição
do general Artur da Costa e Silva e do vice Pedro Aleixo.
¡ Costa
e Silva representava os anseios dos militares de linha-dura e dos
nacionalistas.
¡ O
presidente cortou o grupo castelista do ministério, aumentando o número de militares
em postos importantes. Exceção de Delfim Netto (Fazenda) e Hélio Beltrão
(Planejamento).
¡ Buscou
estabelecer pontes de diálogo com a oposição, incentivando ainda a organização
de sindicatos e a formação de lideranças sindicais.
¡ Rearticulação
da oposição através da hierarquia da Igreja, representada pelo arcebispo de
Olinda, Dom Hélder Câmara e do movimento estudantil organizado pela UNE.
¡ Organização
da Frente Ampla em Montevidéu por Jango, Juscelino e Carlos Lacerda pela
redemocratização do país e direito dos trabalhadores.
¡ Influência
dos acontecimentos globais de 68: aumento da mobilização social.
¡ Morte
do estudante secundarista Eduardo Luis, no restaurante Calabouço.
¡ Articulação
da Passeata dos Cem Mil.
Surgimento de duas greves operárias significativas:
Contagem- MG e Osasco-SP.
INÍCIO DA LUTA ARMADA
¡ Grupos
de esquerda e a via da luta armada para por fim ao regime militar.
¡ Influências:
eclosão de guerrilhas na América Latina e a publicação do livro do intelectual
francês Régis Debray: Revolução na revolução.
¡ Formação
da Aliança Libertadora Nacional pelo veterano comunista Carlos Marighella.
¡ Surgimento
do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e da Vanguarda Popular
Revolucionária (VPR).
¡ Ações
dos grupos armados: seqüestros de embaixadores, assaltos a bancos e ataque a
depósitos de armas e munições das Forças Armadas.
¡ Reforço
dos militares da linha-dura para aumento da repressão aos subversivos: fim da
liberalização restrita.
¡ Pretexto
para o recrudescimento: discurso do deputado Márcio Moreira Alves-MDB,
incentivando o boicote ao desfile de 7 de Setembro.
¡ Solicitação
por parte do presidente para os parlamentares votarem pelo fim da imunidade
parlamentar: Congresso votou contra a medida.
¡ Instalação
do AI-5 em 13 de dezembro de 1968, fechando o Congresso.
O AI-5
¡ Instrumento
de uma revolução dentro da revolução, ou uma contra-revolução dentro de uma
contra-revolução.
¡ Ato
sem prazo de vigência.
¡ Ampliação
dos poderes do presidente: fechamento do Congresso, intervenção nos estados e
municípios, cassação de mandatos, suspensão dos direitos políticos, demissão ou
aposentadoria de servidores públicos.
¡ Utilização
de tribunais militares para o julgamento de civis.
¡ Suspensão
da garantia de habeas corpus.
¡ Concentração
dos poderes na chamada comunidade de informações.
¡ Estabelecimento
da censura aos meios de comunicação.
¡ Tortura
como parte dos métodos do governo.
¡ Reforço
dos grupos da luta armada: Carlos
Lamarca e a VPR.
A JUNTA MILITAR
¡ Afastamento
de Costa e Silva em 1969 em função de um derrame.
¡ Impedimento
de posse do vice-presidente civil Pedro Aleixo.
¡ Organização
de uma junta militar: ministros Lira Tavares, Augusto Rademaker e Márcio de
Sousa Melo.
¡ Aumento
das medidas formais de repressão e avanço da luta armada urbana: sequestro do
embaixador dos Estados Unidos e negociação pela libertação de presos políticos.
¡ Criação
da pena de banimento do território nacional pelo AI-13.
¡ Instalação
da pena de morte através do AI-14: aplicação de execuções sumárias e morte
durante os procedimentos de tortura.
¡ O
Cenimar e os DOI-CODI foram os principais centros de tortura do regime militar.
¡ Primeiros
bons resultados alcançados na área econômica: reequilíbrio das finanças,
incentivo ao crescimento econômico, expansão do crédito, controle dos preços,
recuperação do setor industrial, expansão da construção civil.
O GOVERNO MÉDICI
¡ Determinação
da eleição de um novo presidente: escolha de Emílio Garrastazu Médici.
¡ Divisão
do novo governo em três áreas: militar, econômica e política.
¡ Considerado
período mais repressivo da história brasileira.
¡ Declínio
da luta armada urbana: eficácia da repressão, desarticulação da “rede de
apoio”, isolamento dos grupos armados da massa da população.
¡ Instalação
da Guerrilha do Araguaia organizada pelo PC do B: contato com os camponeses:
eliminação do foco de resistência em 1975.
¡ Diminuição
da oposição legal em função dos resultados econômicos favoráveis, da repressão
e da campanha pelo voto nulo.
¡ Incentivo
da propaganda positiva ao governo pela
expansão dos meios de comunicação e o apoio da TV Globo.
¡ “A
propaganda governamental passou a ter um canal de expressão como nunca existira
na história do país”. (FAUSTO, p. 484).
O “MILAGRE BRASILEIRO”
¡ Período
do “milagre” estendeu-se de 1969 a 1973: extraordinário crescimento econômico
com redução dos índices inflacionários.
¡ Ampla
disponibilidade de recursos.
¡ Crescimento
no Brasil de investimentos estrangeiros.
¡ Grande
expansão do comércio exterior: aumento das importações e diversificação das
exportações, concessão de créditos, isenção e redução de tributos para o
setores produtivos.
¡ Aumento
da arrecadação de impostos.
¡ Promoção
do desenvolvimento capitalista associado com intervenção do Estado em extensa
área.
¡ Críticas
do FMI pela falta de previsão de controle para a inflação no futuro.
¡ Limitações
do “milagre”: excessiva dependência do
sistema financeiro e do comércio internacional, além da necessidade de produtos
importados, exemplo petróleo; crescimento do PIB com alta concentração de
renda; desproporção entre o avanço econômico e o abandono de programas sociais
por parte do Estado; Exploração dos recursos naturais e desalojamento das
populações nas áreas de construção das chamadas “obras faraônicas”.
O governo de João Goulart
O governo
de João
Goulart
9º Ano
Professora Doutora Andreia Mendes
A crise de 1961
•Eleição
de Jânio Quadros, candidato da UDN.
•Governo
contraditório.
•A renúncia
de Jânio e o impedimento de posse do vice-presidente, Jango.
•João
Goulart: mal visto pelas forças militares e pela burguesia empresarial.
•Os
ministros militares de Jânio elaboram um Manifesto à Nação expondo suas razões
para impedir a posse de Jango.
•Identificação
do vice-presidente com a “república sindicalista”, com a corrente nacionalista
partidária das reformas de base.
•Paralisação
nas fábricas, greves, ameaça à Embaixada dos Estados Unidos e empastelamento
dos jornais O Globo e Tribuna da Imprensa.
•Ação
da censura no estado da Guanabara sobre o Jornal do Brasil e prisão do Marechal
reformado Teixeira Lott.
•Tentativas
de levantes e insubordinação na Aeronáutica.
•A ala
legalista das forças armadas mostra apoio a Jango. O general José Machado Lopes
garante o cumprimento da Constituição.
•Criação
da (Rede) Cadeia da Legalidade, movimento liderado por Leonel Brizola nos meios
de comunicação para garantia de posse do presidente e luta contra a intervenção
militar.
O Parlamentarismo
•Aborto
do Golpe de 61 e criação do parlamentarismo: “reinaria mas não governaria”.
•Regime
parlamentarista instituído por 233 votos contra 55.
•Concessões
políticas por parte de João Goulart: adoção do parlamentarismo, neste modelo o
congresso nacional e o presidente do conselho de ministros assumiam algumas
prerrogativas do poder executivo.
•Indicação
de Tancredo Neves (PSD) para o cargo de primeiro ministro: poucos
qualificativos e compromissos reformistas.
•Previsão
de um plebiscito no qual se confirmaria a manutenção dessa forma de governo.
•Falência
do modelo parlamentarista relacionada à paralisia do sistema político.
•Críticas
da UDN através de Carlos Lacerda e uso da imprensa contra o presidente.
•Tentativa
de Jango de renegociar a dívida externa com Kennedy: impossibilidade de atender
aos interesses americanos, como o rompimento diplomático com Cuba, liberdade na
remessa de lucros e dividendos, garantias para os investimentos dos Estados
Unidos no Brasil.
•Tancredo
Neves renuncia ao cargo e Francisco Brochado da Rocha é indicado como novo
primeiro ministro.
•A
crise econômica associada com a
conjuntura política favorece a luta pelo fim do parlamentarismo
•Apresentação
ao congresso da Lei Capanema-Valadares, convocando o plebiscito para 7 de
janeiro de 1963.
•No
dia 23 de janeiro era revogado o Ato Adicional nº. 4 e o Brasil voltava para a
Constituição presidencialista de 1946.
O contexto janguista
•Predomínio
da economia industrial a partir do final da II G.M.
•Oposições
entre entreguistas e nacionalistas.
•“Sem
a reforma agrária a economia brasileira estaria fadada à estagnação ou, então,
a uma crescente dependência em relação aos investimentos estrangeiros”.
•Para
a realização da reforma agrária, a Constituição previa indenização dos
proprietários. Uma emenda poderia alterar a desapropriação, garantindo a
reforma: rejeição por parte do Congresso.
•Posicionamento
das ligas camponesas e de seu líder Francisco Julião contra o presidente João
Goulart.
•Os
comunistas enxergavam com bons olhos Jango, defensor da reforma agrária e
anti-imperialista.
•Aproximação
de Jango com o PCB: última tentativa de uma política moderada.
•Plano
previa aumento do crescimento em 7% e a redução da inflação em 10%. Dois terços
dos investimentos para o plano eram da iniciativa privada e um terço do Estado.
Considerado plano de superfície, pois a estrutura do país não foi alterada.
•Fracasso
do plano trienal coordenado por San Thiago Dantas e Celso Furtado: proposta de
captação de recursos internacionais, controle nos gastos públicos, aumento do
crédito e política salarial.
•Aproximação
de Goulart com os trabalhistas liderados por Brizola.
•Inflação,
descontentamento popular, greves e críticas.
A preparação para o golpe
•Presidente visto com desconfiança
pela elite e Forças Armadas.
•Anúncio das Reformas de Base em
1963;
•Reforma agrária, controle sobre os
lucros das empresas estrangeiras, ampliação do direito de voto aos analfabetos,
etc.
•Movimentos de camponeses e
estudantes pressionando o presidente para as reformas.
•Propostas de Jango ameaçavam
grandes interesses internos e externos.
•Aliança entre o setor conservador
das igrejas, classe média, empresariado e forças armadas contra João Goulart.
•Deposição do presidente através de
um golpe militar apoiado pelos Estados Unidos.
A mobilização para o golpe
•Tentativa
por parte do presidente de instalar um estado de sítio.
•Projeto
de reforma agrária proposto ao congresso: derrota na bancada.
•Anúncio
da nacionalização de refinarias particulares de petróleo e desapropriação de
terras com mais de 100 hectares.
•Organização
por parte da direita, igreja católica e de associações empresariais de “marchas
da família com Deus pela liberdade”.
•Apoio
do presidente ao levante dos marinheiros e quebra da hierarquia militar,
conduzindo a ala legalista para a oposição.
•Organização
do golpe pela UDN através dos governadores Magalhães Pinto e Carlos Lacerda:
deposição do presidente em 31 de março de 1964.
•Em 15
de abril o general Castelo Branco assume a presidência da República.
OS GOVERNOS JK E JÂNIO 1955-1961
OS GOVERNOS JK E JÂNIO 1955-1961
9º ANO
Professora Doutora Andreia Mendes
A SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Ú
Convocação de eleições para 1955.
Ú
Candidatura do general Juarez Távora pela UDN e
do mineiro Juscelino Kubitschek pela aliança do PSD-PTB.
Ú
Propostas da base udenista: combate ao salário
mínimo, direito de greve e ensino gratuito: derrota para JK-Goulart.
Ú
Justificativa da maioria dos votos : tentativa
de impedimento da posse pelo presidente eleito.
Ú
A corrente legalista do exército garante a posse
de Juscelino.
Ú
Apoio militar do general Lott, ministro de
guerra por quase todo o governo JK.
Ú
Governo atende reivindicações específicas das
forças armadas, plano de soldos e equipamentos.
Ú
Indicação de militares para postos
governamentais estratégicos. Exemplo: Petrobras e Conselho Nacional do
Petróleo.
Ú
Primeiro ano de governo JK: forte oposição da
UND e ameaças diversas.
Ú
Posicionamento da UDN contra o retorno do PSD e
PTB, de base getulista.
Ú
O PSD representava a força predominante da
aliança partidária, possuindo maioria no Congresso e fornecendo o maior número
de ministros de Estado.
Ú
Rebelião de Jacareacanga (janeiro de 1956):
denúncia de infiltração comunista nos postos militares e de acordos entre o
governo e grupos financeiros estrangeiros para a entrega do petróleo brasileiro
e de minerais estratégicos.
Ú
Tentativa insurrecional de Aragarças.
Ú
Desfecho das rebelições: ausência de apoio
civil, prisão e exílio dos militares envolvidos com o movimento.
Ú
Manifestações públicas em virtude da alta nas
tarifas dos bondes, contra a inflação e carestia, herdadas do governo anterior.
Ú
Considerado um período de absoluta liberdade
política.
Ú
Inexistência de presos políticos e liberdade de
movimentação para os comunistas.
Ú
Fechamento de algumas associações populares como
pretexto para a dissolução do Clube da Lanterna.
Ú
Enfraquecimento da ala golpista do exército com
a derrota da Cruzada Democrática nas eleições do Clube Militar.
Ú
Apoio dos trabalhadores ao PTB, base aliada
juscelista.
Ú
Construção de Brasília.
Ú
Surgimento de vários partidos políticos:
Ú
União Social pelos Direitos do Homem.
Ú
Partido Industrial Agrícola Democrático.
Ú
Partido Nacional Evolucionista.
Ú
Ascensão de Jânio Quadros.
O PROGRAMA DE METAS
Ú
Estabelecimento de 31 objetivos em seis áreas:
energia, transportes, alimentação, indústrias de base, educação e a construção
de Brasília.
Ú
Criação de órgãos paralelos à administração
pública existente ou novas entidades.
Ú
O Instituto Superior de Estudos Brasileiros
(ISEB) funcionava como órgão de assessoria do programa de metas.
Ú
A construção de Brasília:
Ú
Projeto de lei aprovado em setembro de 1956.
Ú
Descontentamento do funcionalismo, pela
necessidade de transferência para o Planalto Central.
Ú
Mobilização de grandes recursos e uso da
mão-de-obra migrante nordestina, os candangos.
Ú
Planejamento da construção feito pelo arquiteto
Oscar Niemeyer e o urbanista Lúcio Costa.
Ú
Forte resistência da UDN e proposta de abertura
de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, por Carlos Lacerda.
Ú
Inauguração em 21 de abril de 1960.
CONSEQUÊNCIAS
Ú
O desenvolvimento industrial: entrada no país de
um grande número de fábricas estrangeiras ( instrução 113).
Ú
Conseqüências:
Ú
Inflação acelerada, baixa do salário real e
aumento do custo de vida.
Ú
Desvalorização internacional do cruzeiro e
valorização do dólar.
Ú
Empobrecimento das camadas populares.
Ú
Investimento desigual no desenvolvimento
regional: criação tardia da SUDENE.
Ú
Ausência da reforma agrária, impedindo a
abertura de novos mercados para a expansão industrial.
Ú
Desnacionalização da indústria e alienação da burguesia
brasileira.
Ú
Criação de deficits nas trocas cambiais pela
evasão contínua de dólares.
Ú
Disparidades entre o crescimento da produção per
capita com a renda per capita.
Ú
Penetração dos capitais americanos na economia
nacional, impedindo a expansão dos negócios brasileiros com países socialistas
e democracias populares.
Ú
Abandono das ferrovias e dependência as rodovias
e uso de derivados do petróleo.
JK REPRESENTOU UMA RUPTURA?
Ú
Procurou conciliar bandeiras comuns aos
nacionalistas e antinacionalistas./ Aprofunda práticas de intervencionismo
estatal.
Ú
Abre a economia brasileira para os investimentos
estrangeiros./ Conserva traços populistas.
Ú
Institui a associação de empresas privadas
brasileiras com multinacionais e estatais: política nacional-desenvolvimentista.
Ú
Adoção da produção de automóveis como principal
setor do processo de industrialização: a “civilização do automóvel” em
detrimento da ampliação de meios de
transporte coletivo para a grande massa.
Ú
Aumento da importação dos insumos industriais
responsável pelo progressivo endividamento externo do Brasil./ Facilitação na
remessa de lucros para as matrizes.
Ú
A curto prazo, o modelo industrial de JK foi um
sucesso com taxas de crescimento de até 10% ao ano.
Ú
Ampliação das rodovias, hidrelétricas e da
indústria pesada.
Ú
Expansão da fronteira agrícola em direção à
Goiás e Mato Grosso, o que ocasionou o extermínio de grupos indígenas.
Ú
Derrota do general Lott: como continuador da
política de desenvolvimento anti-popular de Juscelino e a “derrama de dinheiro”
associada às promessas concretas feitas pelos janistas.
Ú
Pela primeira vez na história política nacional,
a oposição ganha uma eleição no plano federal.
Ú
Jânio foi eleito pelos grupos mais ricos da
sociedade brasileiro e com o apoio das camadas populares.
Ú
O anticomunismo e a retórica moralista muito
agradavam os setores da UDN.
Ú
Recebeu suporte dos representantes do capital
estrangeiro e da maior parte do proletariado.
Ú
Analisando a eleição de Jânio, percebe-se que o
povo votou contra a inflação, o custo de
vida, a corrupção e a política de desenvolvimento unilateral.
Ú
A aliança da UDN com o candidato configura-se
como uma tentativa de chegar ao poder ou derrubar o PSD.
Ú
Vitória esmagadora com 50% dos votos a mais do
que Lott e 150% a mais do que Ademar de Barros.
Ú
A participação da UDN é limitada: o presidente
governa sem consultar a coligação que o elegeu e convida para compor o
ministério inimigos políticos dos udenistas.
Ú
Dentro do exército, promove os grupos anti-nacionalistas
e chama o Congresso de “clube de ociosos”.
Ú
Implanta uma política econômica cautelosa: forte
desvalorização cambial, contenção de gastos públicos e da expansão monetária.
Redução dos subsídios para a importação do trigo e do petróleo o que elevou em
100% o preço do pão e os combustíveis.
Ú
Opta pelo
não-alinhamento com os Estados Unidos.
Ú
Valoriza acordos comerciais com os países do
bloco comunista; condecora Che Guevara com a Ordem do Cruzeiro do Sul, numa
aproximação com Cuba.
Ú
Decreta a proibição do uso de biquínis, do
lança-perfume e o fim das brigas de galo.
Ú
Combinou medidas simpáticas à esquerda com
medidas simpáticas à direita.
Ú
Aproveitando da ausência do vice-presidente João
Goulart, anuncia a renúncia.
Ú
Política externa independente e simpatia pela
reforma agrária.
Ú
Discurso de Lacerda denunciando uma tentativa de golpe janista articulado pelo
ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta.
Ú
O presidente Jânio Quadros renuncia em 25 de
agosto de 1961. Jânio não esclareceu os motivos para a renúncia, culpando as
“forças ocultas” pela sua medida.
Ú
O objetivo do presidente era forçar uma
intervenção militar e a instalação de um governo forte e sem limites.
Ú
“primeiro, operar-se-ia a renúncia; segundo,
abrir-se-ia o vazio sucessório – visto que a João Goulart, (...), não
permitiriam as forças militares a posse, e, destarte, ficaria o país acéfalo;
terceiro, ou bem se passaria a uma fórmula, em conseqüência da qual ele mesmo
emergisse como primeiro mandatário, mas dentro do novo regime institucional, ou
bem, sem ele, as forças armadas se encarregariam de montar esse novo regime...”
Ú
O vice-presidente encontrava-se em visita
diplomática à China.
BIBLIOGRAFIA
Ú
BASBAUM, Leôncio. História Sincera da República.
São Paulo: Alfa-Omega,1991. p. 221-249.
Ú
FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo:
EDUSP, 2007. p. 419-443.
Ú
PRIORE, Mary Del. VENÂNCIO, Renato Pinto. O
livro de ouro da História do Brasil. Rio de janeiro: Ediouro, 2001. p. 342-348.
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