domingo, 24 de novembro de 2019

A ERA VARGAS


A ERA VARGAS
9º ANO
Professora Doutora Andreia Mendes

A REVOLUÇÃO DE 1930



n  Permanência de Vargas no poder graças ao crescimento econômico ocorrido no seu primeiro governo.
n  Durante este período o Brasil passou por um amplo processo de urbanização.
n  Estabelecimento de alianças com os grupos urbanos e a aproximação com o exército.
n  Estratégias políticas para cada segmento da sociedade.

A NOVA CONSTITUIÇÃO

n  Carta inspirada na Constituição polonesa de Pilsudsky.
n  Dispensa do Congresso Nacional e do sistema representativo.
n  Fim do federalismo.
n  Substituição dos governadores por delegados federais chamados de interventores.
n  Liquidação da independência e pluralidade sindical.
n  Proibição das greves.
n  Fechamento de todos os partidos políticos.
n  Disposições transitórias autorizando a demissão ou aposentadoria de funcionários civis ou militares que não estivessem de acordo com a política do estado.
n  Proposta de um plebiscito para aprovação popular da nova carta constitucional.
n  Criação do DIP- Departamento de Imprensa e Propaganda: censura sobre a imprensa e manipulação das notícias.

A REAÇÃO INTEGRALISTA
n  A Ação Integralista Brasileira com sua Câmara dos Quarenta foi colocada na ilegalidade.
n  Com o apoio dos militares, Vargas dissolveu a AIB. A dissolução da Ação Integralista Brasileira era justificada pela necessidade de garantia do novo regime.
n  Surpresa por parte dos integralistas, colaboradores do golpe do Estado Novo e da farsa do Plano Cohen.
n  A AIB trocou de nome e passou a atuar como clube cívico-recreativo.
n  Organização de conspiração  integralista para a derrubada do governo Vargas.
n  Ataque ao Palácio Guanabara em 11 de maio de 1938: tentativa fracassada.

A CONSOLIDAÇÃO DO ESTADO NOVO


n  Terror policial, repressão violenta, deportações apagaram as manifestações de resistência.
n  Apogeu do nazi-fascismo.
n  Segurança do Estado Novo, sustentado pela opinião mundial e pela tolerância democrática.
n  Avanço do anti-semitismo.
n  Desenvolvimento de negócios com a Alemanha.
n  Posição de neutralidade perante o conflito.

O APOIO AO EIXO

n  No Regulamento para a Censura Cinematográfica lia-se: “2- Cessar a exibição de películas favoráveis à liberal-democracia porque o Brasil, tendo um governo forte, não pode permitir a propaganda contra esses regimes. A palavra “democracia” deve ser suprimida das fitas ainda mesmo quando empregada isoladamente”.

A CAMINHO DA DEMOCRATIZAÇÃO 1944-1945

n  Com a vitória das Nações Unidas, no Brasil surgiu uma campanha para o retorno ao regime democrático.
n  Busca pela anistia, pela convocação de novas eleições e fim do Estado Novo.
n  Formação dos partidos: Partido Trabalhista, União Democrática Nacional e o Partido Social Democrático. Em seguida surgem o Partido Republicano Progressista, o Partido Republicano e o Partido Libertador.
n  O Partido Trabalhista reunia os elementos favoráveis a Getúlio e ao continuísmo. Lançam a campanha do “Querismo”.

A CAMPANHA ELEITORAL

n  UDN- formada por intelectuais de esquerda e logo ocupada por todos os elementos em oposição ao continuísmo de Vargas: lança a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes.
n  PSD- representado pelos grupos da burguesia agrária e antigos aliados do governo: apresenta a candidatura do General Eurico Gaspar Dutra.

A QUEDA DE GETÚLIO
n  A UDN declarou que a única garantia da realização das eleições seria a renúncia de
  Vargas e a entrega do governo ao poder judiciário. O slogan era: “todo poder ao Judiciário”.
n  “(...) a contradição democracia- Getúlio deveria ser resolvida não conservando-a mas destruindo Getúlio para conservar a democracia”.
n  Após 23 anos na ilegalidade, apoio do PCB ao continuísmo de Vargas: a palavra de ordem era “Constituinte com Getúlio”.
n  Em 29 de outubro de 1945, o General Góis Monteiro impõe a Getúlio a renúncia: deposição organizada pelos dois mais íntimos amigos e aliados de Vargas.
n  Razões para o golpe: impedir uma maior aproximação de Vargas com a esquerda e com as massas populares e evitar novo golpe.




OS CAMINHOS ATÉ A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL


OS CAMINHOS ATÉ A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
8º Ano

Professora Doutora Andreia Regina Moura Mendes
Perguntas disparadoras.
  Qual a importância do Iluminismo na política?
  O que significa independência política?
  Qual a importância para um país de ter liberdade econômica?
  A elite deve decidir o destino político de um país?
O sistema colonial no Brasil
  Pressões internas: aumento da população, incremento da produção, ampliação do mercado interno.
  Atritos entre as nações europeias em torno dos monopólios:
  Invasões dos franceses e holandeses.
  Ataque de piratas e corsários.
  Contrabando de produtos nativos.
  Conflitos internos: produtores e comerciantes (Guerra dos Mascates-PE), conflitos entre comerciantes e burocratas (Revolta de Beckman- MA), levantes nas regiões de Minas Gerais (Levante de Felipe dos Santos).
Os efeitos do Iluminismo

  Impactos da Revolução Americana e da Revolução Francesa: caminhos para a emancipação.
  Florescimento do anticolonialismo.
  Explosão de movimentos conspiratórios: Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana.
  A abertura dos portos em 1808 e a entrada de estrangeiros facilitou a divulgação de ideias revolucionárias.
  As maçonarias tiveram papel importante no debate em torno dessas teorias.
  Limites do liberalismo no Brasil: pobreza ideológica dos movimentos e falta de envolvimento popular.
  O comportamento dos revolucionários, com exceção de poucos, era elitista, racista e escravocrata. A escravidão foi o limite do liberalismo.
A transferência da Casa de Bragança para o Brasil

  As guerras napoleônicas e o Bloqueio Continental.
  Os tratados de comércio entre Portugal e Inglaterra.
  A fragilidade portuguesa face ao poder militar francês.
  Planejamento antecipado da transmigração da corte para a colônia brasileira.
  Apoio dos ingleses no transporte da família real, do tesouro real, dos arquivos, do aparelho burocrático e de toda a corte portuguesa.
  “Mas, ao aportar na Bahia, não era um refugiado que chegava e sim o chefe de um Estado nacional em funções, que deliberara transmigrar para cá”.
                                                              Mary Del Priore e Renato Pinto Venâncio.
                                                                              O livro de ouro da História do Brasil.
Independência do Brasil: processos

  Transferência da Corte portuguesa para o Brasil: início do processo de emancipação.
  Abertura dos Portos (1808) e o estabelecimento de tratados de comércio com os britânicos: desativação do “exclusivo comercial” e fim do pacto colonial.
  Elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.
  Estabelecimento de novos poderes para o Rio de Janeiro sobre as demais capitanias a partir da Carta Régia de 1811.
  Estabelecimento dos membros da corte no Brasil com a concessão de sesmarias e participação na produção agrícola local.
  A Revolução Liberal do Porto: exigência do retorno de D. João VI e organização de uma assembléia constituinte.
  A elite portuguesa no Brasil se posicionava contra o retorno do rei para Portugal.
  Retorno do monarca para a antiga metrópole e projetos de recolonização do Brasil.
  Permanência do príncipe regente Dom Pedro I: o Dia do Fico.
A ruptura política
  A Corte portuguesa nivela o Rio de Janeiro à condição das demais províncias: Dom Pedro em represália expulsas as tropas metropolitanas do Brasil.
  Ruptura definitiva com a proclamação da independência em 07 de setembro de 1822 e sua sagração enquanto imperador em 12 de outubro do mesmo ano.
  Movimento de independência tanto pode ser interpretado como uma disputa entre as aristocracias portuguesa e brasileira quanto um anseio interno das elites locais em busca da autonomia política e econômica.
  Difusão da ideia de uma assembleia constituinte e legislativa, proposta por José Bonifácio e tendo em vista aproximar as elites de Dom Pedro I.
O Primeiro Reinado 1822-1831
  As elites regionais achavam-se divididas entre os dois projetos: liberalismo das cortes ou absolutismo do príncipe.
  Resistência ao projeto de independência: PA, MA, CE, PI, BA.
  Apoio político e econômico das elites do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo ao novo imperador.
  Medidas autoritárias: fechamento da assembleia constituinte, carta outorgada, presença do poder moderador, suspensão das decisões dos conselhos regionais, censura e perseguição política.
  Crise financeira e alta inflacionária.
  A Confederação do Equador: proposta de independência local e proclamação da República.
  Guerra da Cisplatina: movimento separatista originário do Uruguai.
  Sublevação no exército.
  Clima de guerra civil: Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Bahia e Alagoas.
  Envolvimento de Dom Pedro com a questão sucessória portuguesa.
  Pressões pela sua renúncia: abdicação em 7 de abril de 1831.
O período regencial:1831-1840

  País regido por figuras políticas até a maioridade do imperador. Houve regência trina e regência uma.
  Período mais agitado da história política do Brasil: embates em torno da unidade territorial do país.
  O debate político discutia temas como centralismo e descentralização, autonomia das províncias e estabelecimento das Forças Armadas.
  As reformas realizadas pelos regentes provocaram violentos choques entre as elites e os grupos locais em seus diversos interesses.
  Inexistência de um consenso sobre o melhor arranjo institucional para os interesses dos grupos.
  Tendências políticas: liberais moderados, liberais exaltados e absolutistas.
  As reformas regenciais trataram de suprimir ou diminuir as atribuições de órgãos da monarquia e criar uma nova forma de organização militar que controlasse o exército.
  Adoção em 1832 do Código de Processo Criminal.
  Instituição do Ato Adicional de 1834 determinando a inoperância do poder moderador durante a regência.
  Estabelecimento das Assembleias Provinciais.
  Criação da Guarda Nacional em substituição às antigas milícias.
  As revoltas provinciais: Cabanagem- PA (1835-1840), Sabinada- BA (1837-1838), Balaiada- MA (1838-1840), Farroupilha- RS (1836-1845).
  O Golpe da Maioridade: ascensão de Dom Pedro II.

A antiguidade clássica e o início do período medieval 6º ano

A antiguidade clássica e o início do período medieval 6º ano

Professora Doutora Andreia Mendes



Perguntas disparadoras

Onde fica a Grécia?
Cite o nome de um herói grego.
Quem eram os deuses gregos?
Quem já foi ao teatro ver uma peça?
Qual a importância das eleições?
As mulheres eram valorizadas na Grécia?
O que significa Idade Média?
Qual o papel da religião cristã?


Objetos do conhecimento

O Ocidente clássico: aspectos da cultura na Grécia e em Roma.
As noções de cidadania e política na Grécia e em Roma.
A passagem do mundo antigo para o mundo medieval.
A fragmentação do poder político na Idade Média.
O Mediterrâneo como espaço de interação entre as sociedades da Europa, da África e do Oriente.
Senhores e servos no mundo antigo e medieval.
O papel da religião cristã, dos mosteiros e da cultura na Idade Média.



A antiguidade clássica



Civilização grega.
Civilização romana.
Europa e mar Mediterrâneo.
Período: século VIII a.C., com o surgimento da poesia grega de Homero, à queda do Império romano do ocidente no século V d.C., mais precisamente no ano 476.

Aspectos da Religião grega



Politeísmo antropomórfico.
Crença em titãs, criaturas míticas, deuses, semideuses e heróis.
Divindades dotadas de paixões e valores.
Construção de templos, altares para oferendas e crença em oráculos.
Tradição oral e transmissão de mitos e lendas.


Aspectos principais da sociedade ateniense


Política: criação de leis e evolução da tirania para a democracia: participação da minoria dos cidadãos.
Grandes obras arquitetônicas: templos, anfiteatros e monumentos.
Mudança da crença nos mitos para a filosofia.
Economia através do comércio marítimo.
Teatro: festivais em honra a Dioniso, deus do vinho. Os dois gêneros eram a tragédia e a comédia.

Esparta


Situada na planície fértil da Lacônia.
Cidade localizada no Peloponeso.
Economia baseada na agricultura.
Militarismo como forma de vida.
Regime político oligárquico com dois reis.

Contribuições culturais da civilização grega.


Três maravilhas do mundo antigo: A estátua de Zeus, O templo de Artêmis (Diana) e o Colosso de Rodes.
Os jogos olímpicos: festival religioso iniciado em 776 a. C. que ocorria a cada 4 anos para homenagear os deuses através de competições esportivas.

A filosofia.
A história.
A geografia.

As maravilhas do mundo antigo

A Grande Pirâmide de Gizé
Jardins Suspensos da Babilônia.
Estátua de Zeus em Olímpia.
O Templo de Ártemis em Éfeso.
Mausoléu de Halicarnasso.
Colosso de Rodes.
Farol de Alexandria.

O período Helenístico




Enfraquecimento das cidades-estados gregas com a Guerra do Peloponeso (431-404).
Conquista de parte da Grécia pelo rei da Macedônia, Felipe.
Ascensão política de seu filho Alexandre Magno em 336 a. C.
Construção de um vasto império em 12 anos de governo.
Fusão cultural do Ocidente com o Oriente, criando o helenismo.
Morte de Alexandre durante a conquista da Índia.
Enfraquecimento da Grécia e domínio pelos romanos.
Roma antiga: origens

Perguntas disparadoras


Qual a diferença entre um plebeu, um patrício e um escravo?
Como os romanos organizavam a sua política?
O que é um advogado?
O que é um centurião?
Onde ficava o Império romano?

Monarquia: século VIII a. C. até VI a. C.



Lenda de Rômulo e Remo.
Grupos étnicos: etruscos e latinos.
Sociedade dividida entre patrícios (aristocratas), plebeus (trabalhadores) e escravos (capturados de guerras ou endividados).
Órgão político principal: senado (assembleia de idosos aristocratas).
A  República romana

Deposição do último rei Etrusco em 509 a. C.
Participação política através de assembleias.
Assembleia por centúrias, por tribos e do Concílio da plebe.
Conflitos entre plebeus e patrícios.
Principais conquistas dos plebeus:
Tribuno da plebe: defesa dos interesses dos plebeus.
Lei das Doze tábuas: primeiro código civil (leis escritas).
Abolição da escravidão por dívidas.
Expansão romana

Fundação de colônias na Península Itálica através da expansão militar.
Domínio do Mar Mediterrâneo.
Guerras Púnicas: vitória sobre Cartago e domínio sobre o norte da África.
A crise romana e o fim da República


As reformas propostas pelos Tribunos da plebe, Tibério e Caio Graco.
Oposição da elite e assassinato dos tribunos dos plebeus.
Convulsões sociais.
Ditadura de Mário, Sila e Júlio César.
O Império Romano



Surgimento do Primeiro Triunvirato: Júlio César, Pompeu e Crasso.
Vitória de César e instalação de uma ditadura.
Conspiração dos senadores contra César e assassinato.
Formação do Segundo Triunvirato: Otávio Augusto, Marco Antônio e Lépido.
Império século I a. C até século V d. C.


Império iniciado em 27 a. C, com a vitória de Otávio sobre Marco Antônio e Cleópatra.
Regime político no qual o imperador é o comandante supremo, grande pontífice e deus.
Valorização do exército e da burocracia.
Criação da política do pão e circo: distribuição de pão e espetáculos gratuitos para calar a insatisfação do povo com as crises e o desemprego.
Governo eficiente conhecido como a “paz romana”.
Decadência de Roma a partir do século II com o fim das conquistas, corrupção dos políticos, rebelião dos soldados, invasão dos povos germânicos.
A  FORMAÇÃO DA EUROPA FEUDAL

Perguntas disparadoras


Para que serviam os castelos?
Como as pessoas viviam na Idade Média?

A  FORMAÇÃO DA EUROPA FEUDAL


Declínio do Império romano, fragmentação política e territorial.
Redução da escravidão e surgimento dos servos e vilões.
Surgimento do feudo: propriedade dividida entre manso senhorial, manso servil e manso comunal (bosques e florestas).
Fusão da cultura romana com a cultura dos germânicos: feudalismo.

A  AÇÃO DA IGREJA CATÓLICA


Cristianismo nascido no Império Romano.
Religião oficial do Império em 380 por ordem de Teodósio.
Papel de unir a sociedade europeia em torno da identidade cristã.
Padres, monges, bispos e cardeais faziam parte de uma elite de letrados.
Conversão dos povos germânicos e combate das práticas religiosas consideradas bárbaras.
Criação de uma civilização cristã.

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